Dificuldade
B1 30-C2 90
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Passado Oculto da Amazônia: Escavações na Rodovia Revelam Civilizações Indígenas Antes da Chegada dos Europeus

Mundos Antigos Sob a Floresta

Em abril de 2026, arqueólogos trabalharam ao longo da Rodovia BR-156 em Amapá, um estado no norte do Brasil.Eles encontraram nove locais com objetos antigos.Esses objetos incluem vasos de cerâmica que podem ter sido usados para guardar cinzas de pessoas mortas e pequenos pedaços de cerâmica com rostos humanos.Essas descobertas mostram que sociedades avançadas viveram na Floresta Amazônica muito antes da chegada dos europeus.

Essas descobertas aconteceram por causa da construção da rodovia.Eles tinham milhares de objetos para provar que a Amazônia não era uma floresta vazia.Em vez disso, era um lugar onde as pessoas viviam e gerenciavam a terra por mais de 6.000 anos.
Planejador: Eli Hart
28 de abril de 2026

História no Solo

O solo nos sítios de escavação conta uma história.Manuel Fabiano da Silva Santos, um arqueólogo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, explicou isso.As camadas superiores do solo têm porcelana portuguesa e pregos de ferro.Estes são sinais da colonização europeia.Mas camadas mais profundas têm cerâmica feita por povos indígenas antes da chegada dos europeus.

Santos disse, Escavando mais fundo, encontramos cerâmica de povos indígenas.Isso mostra que o sítio mudou antes e depois da chegada dos colonizadores.

Os estilos de cerâmica são muito interessantes.Eles mostram influências de muitos lugares, do Estado do Pará no Brasil ao Caribe.Isso significa que as sociedades indígenas estavam conectadas e comerciavam entre si por longas distâncias.

A Longa História do Amapá

Amapá tem muitas descobertas arqueológicas importantes além da rodovia.Lucio Flavio Costa Leite gerencia o Centro de Pesquisa Arqueológica no Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas.Seu centro tem cerca de 500.000 peças, com algumas com mais de 6.000 anos.Isso mostra que as pessoas viveram na região por um tempo muito longo.

Leite disse, O que sabemos sobre o passado vem desses projetos.Eles nos ajudam a aprender, mas também nos fazem ter cuidado para proteger esses lugares.

Ele também fala sobre tecnologia.Muitos pensam que tecnologia significa computadores, mas essas pessoas antigas usavam a terra com cuidado e escolhiam os materiais sabiamente.

Pedras Que Marcam o Céu

Um sítio especial é o Parque Arqueológico do Solstício perto da cidade de Calçoene.Ele tem 127 grandes pedras de granito em um círculo com cerca de 30 metros de largura.As pedras se alinham com o nascer do sol no solstício de inverno no hemisfério norte.O sítio tem cerca de 1.000 anos.Também foi um local de sepultamento e foi usado por centenas de anos.

Mariana Petri Cabral, arqueóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, disse que as pedras não eram do próprio sítio.Ela disse, elas foram trazidas de outros lugares próximos.Mover essas pedras mostra que as comunidades planejavam cuidadosamente e trabalhavam juntas.

Cabral acrescentou, Amapá nos ajuda a ver o quão ativas essas pessoas eram.Elas mantiveram redes de comércio por milhares de anos.

Varreduras por Satélite Revelam uma Grande Rede

Essas descobertas coincidem com outras pesquisas que estão mudando a forma como vemos a Amazônia antes dos europeus.Eduardo Neves, arqueólogo e professor da Universidade de São Paulo, lidera o Projeto Amazônia Revelada desde 2023.Eles usam varreduras por satélite para encontrar sítios antigos e estradas que conectavam muitos assentamentos na floresta, especialmente no Estado do Amazonas e Acre.

Neves disse, as pessoas frequentemente pensam que as tribos indígenas viviam sozinhas em pequenas aldeias, mas as evidências mostram que muitos assentamentos estavam conectados.

A pesquisa também mostra que os povos indígenas gerenciavam bem a floresta por séculos.Eles cultivavam plantas e cuidavam da terra de maneiras que ajudavam o meio ambiente.

Protegendo o Passado e a Floresta

Essas descobertas vêm com desafios.Construir estradas na Amazônia frequentemente causa desmatamento.Isso prejudica o meio ambiente e as comunidades indígenas.A lei brasileira protege sítios arqueológicos e impede que as pessoas os modifiquem.Mas ainda há risco ao construir novas infraestruturas.

As escavações ao longo da Rodovia BR-156 continuam.As autoridades planejam proteger esses sítios, possivelmente criando um parque nacional.Cada camada de solo que os arqueólogos removem nos ajuda a entender uma civilização que era conectada, construía monumentos para o céu e comerciava por milhares de quilômetros.A marca deles ainda está na floresta ao nosso redor hoje.
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